Ambiente x Emoção

Já parou para pensar em como suas ações e emoções influenciam seu ambiente pessoal e profissional?

Hoje em dia com a competitividade do mercado e com o avanço da tecnologia, grande parte dos processos produtivos demandam curtos prazos e exigem resultados em qualidade e em quantidade. Além disso, a constante falta de tempo, como também alta jornada de trabalho têm levado muitos gestores e colaboradores a um nível elevado de superação de seus limites.

Esses continuarão a trabalhar sob uma pressão muito forte para que possam atingir os resultados traçados. E o que se espera é que consigam suportar bem esta pressão, sem que sofram danos físicos ou psicológicos, pois as mudanças são cada vez mais frequentes no cenário organizacional.

Pode-se notar que no cenário atual os aspectos emocionais e de bem-estar de colaboradores estão sendo cada vez mais reconhecidos, pois as pressões supracitadas muitas vezes provocam desequilíbrio emocional. Esse por sua vez provoca conflitos, e esses são sinônimos de queda em produtividade e de desistência do funcionário na empresa.

“Diversos estudos mostraram que profissionais com pouca inteligência emocional, tidos como rudes nos relacionamentos e com pouco controle sobre humor e emoções, por exemplo, têm forte impacto sobre os colegas e a organização como um todo. Algumas pesquisas mostram que cerca de dois terços das pessoas preferem evitar o contato com profissionais que tenham essa postura, justamente por considerá-los tóxicos.” Carolina Mozone

Segundo Daniel Goleman, um novo conceito de gestão emocional se dá pela competência emocional. Essa por sua vez entende-se como a capacidade do indivíduo em administrar suas próprias emoções e também as emoções de sua equipe.

Ainda esse autor divide a competência emocional em cinco conceitos:

1) Autopercepção: saber os que estamos sentindo em determinado momento e usar isso para resolução de problemas e desafios junto com uma auto-confiança solidificada;

2) Autorregulamentação: lidar com as próprias emoções de forma que facilitem as tarefas que são propostas à desenvolver, como também evitar auto-sabotagem e postergação.

3) Motivação: utilizar as preferências mais profundas do indivíduo para impulsioná-lo e guiá-lo em seus objetivos, como também a fim de buscar sempre ter iniciativa e resultados eficazes, mesmo diante de frustrações.

4) Empatia: entender o sentimento de outras pessoas, se colocar no lugar do outro, ser capaz de assumir sua perspectiva e cultivar “rapport” e sintonia com ampla diversidade de pessoas.

5) Habilidades sociais: lidar com emoções e conflitos individuais e em equipe; interagir com facilidade; utilizar essas habilidades para liderar, negociar e solucionar divergências, bem como para a cooperação e trabalho em equipe.

É cada vez mais importante a participação da liderança na gestão das emoções no ambiente empresarial. Esta relevância está associada ao fato de que pessoas são os recursos mais importantes dentro de um sistema produtivo, pois pensam, agem e monitoram seus procedimentos levando em consideração o ambiente em que vivem.

Muitas empresas estão utilizando incentivos para que as pessoas se mantenham firmes, flexíveis e integradas durante os processos de embate. Nos ambientes organizacionais têm-se incentivado que os colaboradores desenvolvam um equilíbrio adequado de suas emoções para se posicionarem com eficiência na conjuntura marcada por transições contínuas.

Dessas empresas, temos o exemplo de grandes marcas, como o Facebook e o Google, que buscam levar aos operadores um clima mais agradável de trabalho que faça com as pessoas tenham o prazer de estar lá dentro, e não que cheguem e já contem as horas para irem embora, como são os casos de muitas empresas tradicionais brasileiras.

Quando há o equilíbrio entre razão e emoção, é possível tomar decisões e atitudes de maneira produtiva e alcançar resultados satisfatórios. Embora os grupos sejam formados por seres distintos que carregam uma bagagem emocional inerente à sua personalidade, há a necessidade interpessoal de se estabelecer e manter relacionamentos saudáveis.

Portanto, se o colaborador está à vontade em seu ambiente de trabalho, ele manterá uma relação boa com seus colegas e gestores, irá produzir mais e com maior qualidade, e então será uma relação de “ganha-ganha”, no qual todos os envolvidos poderão sair satisfeitos, fazendo com que a empresa também alcance suas metas.

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Referências

  • FERREIRA, H. M. G. F. Conflito Interpessoal em equipes de trabalho: O papel do líder como gerente das emoções do grupo. Volta Redonda, RJ: Centro Universitário de Volta Redonda–UNIFOA, 2007.
  • Inteligência emocional X sucesso no mundo corporativo – 2017. Disponível em: <https://www.virtualoffice.com.br/blog/inteligencia-emocional-e-fundamental-para-o-seu-sucesso-no-mundo-corporativo/>.
  • MORAES, S. C. S.; RESENDE, L. M.; LEITE, M. L. G. Resiliência organizacional: atributo de competitividade na era da incerteza. In: Congresso Internacional de Administração. 2007.
  • O impacto da inteligência emocional no ambiente corporativo – 2016. Disponível em: <http://www.administradores.com.br/artigos/carreira/o-impacto-da-inteligencia-emocional-no-ambiente-corporativo/95446/>.

 

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