Seu currículo é quem você é: esqueça o papel, levante e faça!

Quantas vezes você já se viu inseguro, acreditando estar despreparado e que não era bom o suficiente para uma determinada vaga numa empresa, independente do tamanho?

Quantas vezes você já olhou seu currículo formal (sim, o papel ou documento digital guardado no seu computador) e acreditou que não seria o suficiente para encantar o gestor que provavelmente iria cuidar da sua contratação?

Quantas vezes você, que já teve alguma experiência profissional, se perguntou o que estava fazendo ali, e qual era seu real objetivo ali dentro? Quantas vezes ficou confuso e visualizando as milhares de hipóteses de como seria sua vida nos próximos meses e anos caso estivesse fazendo algo que não faz sentido para você e não combina com o seu perfil?

Depois de todas essas indagações, acredito que talvez pelo menos alguma delas já foi presente em sua vida. Digo isso porque é algo absolutamente normal na vida do jovem da era pós-digital. A especialista em gestão, Joanna Barsh (autora do livro Grow Wherever You Work – “Cresça onde quer que trabalhe”), diz que a mentalidade dessa geração é extremamente dinâmica e se orienta por propósito: “se essa empresa não combina comigo e com o que eu sonho/acredito, talvez eu deva procurar outro emprego ou empreender”.

Olhando para ambas as partes (empresa e futuros talentos), surge mais uma dúvida: será que eles estão se comunicando da melhor forma possível e ambos estão entendendo a essência e o valor presente no outro lado? Será que as empresas estão deixando claro que para elas o que importa é quem você é, e não as dezenas de linhas preenchidas em seu currículo?

Citei que vivemos na era pós-digital para entendermos que no contexto atual, as informações estão disponíveis em absolutamente todo lugar e a todo momento. Ou seja, desenvolver capacidades e habilidades técnicas não é mais exclusivo de cursos específicos em lugares privilegiados em certas partes do mundo. O grande peso para hoje e nos próximos anos é justamente o que você tem feito com as capacidades técnicas e como isso tem influenciado e desenvolvido suas habilidades comportamentais.

Para dar nome aos bois, chamamos de soft-skills todas as competências comportamentais e sociais, como inteligência emocional, comunicação e oratória, liderança, empatia, dentre outras. Já as chamadas hard-skills são justamente as habilidades técnicas, citadas anteriormente. Percebe o quanto é mais complicado desenvolver uma soft-skill do que uma hard-skill? Sim, é mais fácil e rápido aprender programação do que desenvolver sua capacidade de liderança!

Outra coisa que podemos desmistificar, é o que se entende por uma empresa. O termo geralmente cria uma entidade superior e intocável, que parece inacessível para muitos e que nasceu do nada. Na verdade, uma empresa nada mais é do que um conjunto de pessoas que compartilham de uma missão e propósito, gerando valor para a sociedade com seus produtos e soluções, recebendo de volta uma remuneração financeira. Se uma empresa é um conjunto de pessoas com sonhos parecidos, você concorda que o melhor profissional possível para essa instituição é justamente aquele que compartilha do mesmo sonho, valores, missão e cultura?

O auto-conhecimento é o maior aliado de todo e qualquer jovem que está entrando no mercado de trabalho. Entender sua essência, fará com que você busque algo que alimente seus sonhos. Sua auto-análise o fará perceber quais são as habilidades que mais serão necessárias para seu desenvolvimento.

Costumo dizer: nunca olhe o ato, mas o que existe por trás dele. O que leva as pessoas a tomarem certas atitudes? Quais são os traços comportamentais e técnicos que levaram você a fazer algo? Não deve-se limitar a absolutamente nada, desde uma atitude dentro do âmbito familiar, na faculdade, com os amigos, num evento, no trabalho, seja onde for. Todas suas atitudes geram resultados, sejam eles positivos ou negativos, e os resultados nascem justamente da sua postura comportamental, que definem seus atos.

O CEO do Linkedin – Jeff Weiner – fez uma definição sobre o que seria o “currículo perfeito”, apontando alguns aspectos que demonstram como os novos recrutadores estão avaliando as pessoas.

“Há qualidades que tendem a ser completamente negligenciadas quando pessoas analisam currículos ou perfis no LinkedIn. Mas, cada vez mais, nós percebemos que são justamente essas competências que fazem a maior diferença na nossa organização”. – Jeff Weiner

Um currículo formal é importante pois dá informações específicas e pontuais sobre uma pessoa. Mas o grande problema é que ele não traz a essência. Ele não traz suas experiências (não, não estou falando das X empresas que você trabalhou, mas sim das culturas que conheceu, das coisas que viveu, dos momentos que presenciou). Muito do que você aprendeu na faculdade e consta no seu currículo, amanhã não servirá mais.

Outro ponto fundamental dessa discussão é ter a atitude de fazer algo com o que aprendeu. Vivemos num mundo onde “conectar os pontos” é fundamental, associar diferentes conteúdos e construir novas coisas, criar novas soluções, resolver novos problemas. De nada vale aprender centenas de coisas e nunca ter utilizado no mundo real.

Na Educadoo, nossa missão é justamente conectar as pessoas aos seus propósitos, sejam eles pessoais ou profissionais. Queremos auxiliar as pessoas a descobrirem quem são, e conectá-las ao que amam fazer. Não gostamos muito dos padrões antigos e quadrados do mercado tradicional que recebem milhares de papéis mas nunca batem um papo “de amigo para amigo”, justamente para entenderem quem são as pessoas que eles estão contratando. Sabemos que é uma tarefa difícil e delicada, mas temos total consciência do tamanho do valor que geramos para ambos os lados.

Todos temos um senso de legado. Queremos fazer a diferença. Queremos ser lembrados por algo grande e que mudou a vida de alguém. Não se limite aos padrões, use o “não” quando achar necessário, se conheça profundamente, e acima de tudo acredite em si mesmo.

Viva! Suas experiências que lhe darão história pra contar!

Um forte abraço e até a próxima!

Pedro Paulo Silveira (Co-fundador & CTO) | Educadoo

Pedro Paulo, ou melhor, o PP é um jovem apaixonado por futebol e tecnologia, e que geralmente não perde a piada. Tem o desejo de deixar seu legado com algo que mude a vida das pessoas e acredita que o empreendedorismo é o caminho para isso.

 

 

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